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Esposedense mais antigo no Rio

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Caderneta do Sr. Firmino

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No futebol

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Vô Eurico e Vó Maria

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Na festa de casamento

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Frente: Verso:

Isabelle

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Vó Luisa

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Poema do Oswaldo para AleMaura

Oswaldo nos brindou ontem com esse poema: "p/ alexandre e maura (Oswaldo Martins) nos vagidos das sementes celebro-o corpo porvir as vozes perpetuadas as outras vozes que se farão ouvir."

Alguma prosa

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Saiu no último sábado esta resenha, sobre o Alguma prosa .

Poesia e Vida: Anos 70

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Lançamento em Juiz de Fora: 11/03/08. Faculdade de Letras, UFJF. 19:00

cena da sangue no altar da igreja da sé

Na missa pelos 454 anos de São Paulo, Benedito do Pagode, bêbado, invadiu a Catedral da Sé, com uma faca de cozinha enferrujada e um cavaquinho. A notícia de fato me impressionou. A indiciação mais ainda. Como comete tentativa de homicídio um sujeito que grita "Mata eu, São Paulo. Eu não quero morrer de fome."? Quer chamar a atenção. E tem motivo para isso. Não, não é só a fome. É o cavaquinho. Fiz hoje esse poema: cena de sangue no altar da igreja da sé Alexandre Faria numa das mãos faca de cozinha foi-se infiltrando o bafo da onça (benedito do pagode, vulgo Benedito de Oliveira, 45) e dos famintos à boa gente de geolhos desavergonhados mulatos governadores e conselheiros (são paulo me fez assim) papas e papisas abades e outras bestas a cuca dos bêbados o fósforo mole (mata eu são paulo eu não quero morrer de fome) o bodum das ruas imiscuiu-se (rendido preso indiciado por tentativa de homicídio) na outra cavaquinho

Três meninas do Brasil

Publicado originalmente em Aguarrás , vol. 3, n. 11. ISSN 1980-7767. Rio de Janeiro, JAN/FEV 2008. Espero rever, em 2008, numa temporada mais longa, o show Três Meninas do Brasil, o delicioso encontro entre as cantoras Jussara Silveira, Rita Ribeiro e Teresa Cristina, que no fim do ano passado rendeu apenas duas apresentações no Rio e outras duas em Brasília. Numa época em que os encontros da MPB, são cada vez menos marcantes e mais comerciais (vendem CD e DVD, mas acrescentam pouco à percepção do público, às carreiras dos artistas, ou às canções do repertório), esse show merece destaque, pois recupera e agrupa canções que levam a repensar a tradicional relação entre música popular e identidade cultural no Brasil. Esse tema, que me parece longe de estar bem resolvido em muitas de nossas produções culturais mais recentes, merece ser refletido à luz do que as três meninas cantaram, sob direção musical de Jaime Alem e artística de Jean Wyllys. A música de Moraes Moreira e Fausto ...

Antéchrista

Ceux qui croient que lire est une fuite sont à l'opposé de la verité: lire, c'est être mis en presence du réel dans son état le plus concentré - ce qui, bizarrement, est moins effrayant que d'avoir affaire à ses perpétuelles dilutions. [Amélie Nothomb: Antéchrista] Antéchrista (2003) é o segundo livro de A. Nothomb que leio. O primeiro foi Dicinário de nomes próprios [Robert de noms propres (2002)] De ambos ficaram isso: por trás de histórias de adolescentes complicadas o real vai sendo cada vez mais intensamente percebido como um abismo de diluições sucessivas (simulacros?) que talvez levem osujeito a experimentar uma vertigem do raso. O ritmo da escrita muitas vezes colabora para isso. O fato de as personagens serem meninas enfrentando os impasses típicos da adolescência, tentando descobrir/construir identidades, parece-me apontar para um problema de todos que, hoje, possam estar preocupados com a formação/educação de jovens. As tramas revelam (a despeito de uma delas se...

Um Tarzan às avessas, por Paul Theroux

Acho este relato exemplar pelo absurdo naturalismo com que a narrativa põe a nu as contradições do colonialismo, os limites (às vezes impossíves de precisar) entre o Mesmo e o Outro. Não precisa ir tão longe. O atual interesse do grande público, que faz da periferia muitas vezes exótico objeto de deslumbrado interesse (saiu domingo um texto de Regina Casé sobre o assunto que rende uma boa discussão) é apenas outro exemplo. Aconteceu há 40 anos, na África, e ainda hoje penso nisso: a oportunidade, o auto-engano, o sexo, o poder, o medo, a confrontação, a estupidez, o equívoco todo da situação. O incidente serviu de material para um de meus primeiros romances e também para vários contos. Teve um quê de Primeiro Contato, o clássico encontro inesperado entre o viajante e o nativo oculto, um encontro marcado por tamanha estranheza entre seus protagonistas que, enquanto um lado vê uma aparição, o outro pressente uma oportunidade. Nunca mais consegui tirar isso da cabeça. Eu havia partido da...

O sol, o Sol

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Sempre disse pros alunos o contrário do que é (de acordo com o Rui Castro que a Maura recortou pra mim). Mas não fui único. Já li que "o sol nas bancas de revista" era uma referência ao tablóide em mais de uma fonte. Mas não as vou sair caçando agora.

Sericícola do Ponto

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A Fernanda viu a casa do Lima e se lembrou da sericícola do Ponto. Agradeço e colo aqui: PS: Fico devendo um post sobre o ponto.

É só uma foto na camiseta...

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Achei num livro, fiz transfer e soldei numa camiseta branca. Ando por aí e me divirto: - Era do meu avô! - e rio. Não é Itabira. É Ilha do Governador. Mas também dói. Só que o COMO é de modo, não de intensidade: - Mas como dói? OU SEJA como pode doer isso que não é pra doer OU SEJA dói não como eu sinto, que não sinto. Minto muito. Cena 2: Rua Treze de Maio. Me invento no botequim que ficava (hoje não existe mais) quase na esquina com Evaristo da Veiga (hoje acho é o Banco do Brasil). Tomo outra cachaça e lamento a fiscalização da saúde pública: são saudades do sanduíche grego (ou de grego?). Vejo o Lima sentado ao balcão. Mão no copo, outra sobre o joelho. Olhar molhado para longe, a Biblioteca Nacional feita de vidro. O gerente do banco sai do Bola Preta. Trazia na mão esquerda o ladrão, na direita o polícia. Ambos armados. Dentes de ouro. Angelus Novus, o corretor de seguros, caminhava-contra-o-vento da passagem desse cordão pé-bola-de-meia. Entraram no boteco e foram gritando: - ...

Na coxa flava do Rio de Janeiro

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Fiz essa montagem em 2002. Fragmento de Carlos Drummond sobre foto de Ricardo Azoury . Para ler é só clicar e ampliar.

Tropa de elite

Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça, todas as mães se reconheçam, e que fale como dois olhos. (Carlos Drummond de Andrade) Finalmente assisti ao filme. Mas não me animo a entrar no debate, que logo fica velho e esquecido. Acompanho a discussão sobre violência policial, favela e narcotráfico, especialmente no Rio, desde os anos 80. Avançou. Mas, lamentavelmente, o avanço dos debates foi proporcional ao aumento da truculência da polícia, da hostilidade do bandido, da fragilidade dos governos e... dos lucros com o tráfico. Sobre o filme há posições lúcidas e rigorosas, outras oportunistas ( Idelber Avelar , blogueiro exemplar, listou várias). Talvez eu só esteja também aproveitando a oportunidade para publicar estas notinhas pouco rigorosas, mas sem abrir mão da lucidez: 1 - Terminei de assistir ao filme de José Padilha e, antes de ir para casa, resolvi passar na locadora e alugar Amen , de Costa-Gavras. Nada melhor para entender por...

Quem somos nós? (What the Bleep Do We Know!?)

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O filme me foi recomendado (é terna a lembrança de Catarina) há pelo menos uns dois anos. Meu ceticismo (ou seria cinismo?) me afastara dele. Perdi tempo. Ou não . Por outro caminho, mais científico, já experimentara a idéia (certeza?) de que as palavras movem e os pensamentos criam realidade. O da ficção. Um pedaço do Anacrônicas , para os mais céticos, ainda: Nilton não se comoveu diante de minha impotência. É simples, respondeu, enquanto descobria um quadro negro na parede ao lado da mesa, no qual desenhou três bolas. Toque nesta bola, e meu instrutor começou a traçar linhas inventando trajetos no fundo negro do quadro: Após concluir o desenho, olhou-me com o mesmo sorriso de sempre. E então? Ofereceu, desta vez mais enfático, o taco. Olhei as bolas inertes sobre a mesa e imaginei novamente os corpos em movimento. Já não tinha certeza se devia acreditar no atestado que o Doutor me dera. Meu desejo era inventar outro jogo a partir daquele. Abandonar os tacos, deixar as bolas sobre a...