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Entrevista para Mauro Morais sobre a Exposição "Embate ao Fascismo - 80 anos de Guernica

Saiu ontem, na Tribuna de Minas ( http://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/15-10-2017/artistas-juiz-foranos-fazem-releitura-de-guernica.html ), matéria de Mauro Morais sobre a exposição  Embate ao Fascismo - 80 anos de Guernica , da qual participo com um poema. Para a reportagem, Mauro me enviou algumas perguntas, cujas respostas foram bem aproveitadas em seu texto. Publico, aqui, a conversa na íntegra com alguns ajustes. - De que maneira te toca o "Guernica"? De uma maneira profundamente ambígua. Sinto que é uma bela obra que eu gostaria que tivesse sido desnecessária. Grandes obras de arte são fruto do que há de pior na condição humana. A "Rosa de Hiroshima" é filha da bomba de Hiroshima. Por outro lado são obras mais do que necessárias, são imprescindíveis. Não só porque fixam a monstruosidade do humano no plano histórico, evitam o esquecimento das atrocidades que preferimos, às vezes, esquecer, mas também porque nos expõem, trazem à tona cotidian...

Embate ao Fascismo – 80 anos de Guernica

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A Pró-Reitoria de Cultura da UFJF convida para o vernissage da exposição “Embate ao Fascismo – 80 anos de Guernica.” Artistas: André Lopes, Babilônia Pedro Henrique Ferreira, Clara Downey,  Eduardo Borges, Francisco Brandão, Gabi Lemos, Guilherme Melich, Guilherme Portes, Heloisa Curzio, Knorr Jf, Lucio Rodrigues, Luiz Guilherme, Mário Tarcitano, Nickolas Garcia, Nina Mello, Paulo Alvarez, José Augusto Petrillo, Prida de Paula, Ramon Lima Brandao, Renato Abud, Ricardo Coimbra, Ricardo Cristofaro, Thiago Berzoini e Valéria Faria. Poetas: Alexandre Faria, Anderson, André Capilé , Anelise Freitas, Charles Dias Gonçalves, Darlan Lula, Edimilson De Almeida Pereira, Iacyr Freitas, Oswaldo Martins e Prisca Agustoni.

As pessoas na sala de jantar 2

Depois de "De dentro pra fora", de Artur Barrio (Alexandre Faria) Não há mais pessoas na sala de jantar. Apenas o poltergeist da televisão. O tilintar de talheres e Fantasmas ainda torturam minha carne.

Gravação do I, com Fabrícia Valle

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Hoje foi a gravação do livro ''I''.  O autor Alexandre Faria e a percussionista Fabrícia Valle se encontraram hoje  no estúdio da Maquinaria em Juiz de Fora para a gravação.

Sérgio Vaz, FLUP, poesia e ética

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No último sábado tive a alegria de apresentar, no encontro da FLUP Pensa, o Poeta Sérgio Vaz. Lembrei o surgimento dos primeiros sinais da literatura periférica, que se deram lá se vão mais de 15 anos, entres os quais é inegável a importância e a longevidade da Cooperifa. Sabemos das dores e delícias de promover cultura (ainda mais periférica) no Brasil. Sabemos que o início dos anos 2000 foram mais do que propícios para o afloramento, no solo da sociedade brasileira, as nossas vozes periféricas. Hoje, jogo feito e golpe em curso, não há dúvidas de que as dificuldades são maiores ainda. Por isso, na mesma fala, não pude deixar de elogiar a garra e resistência de meus queridos  Ecio Salles  e  Julio Ludemir , que a despeito da crise e da exiguidade dos recursos, decidem manter viva a FLUP, e contam com o auxílio luxuoso de  Bernardo Vilhena  e  Ramon Nunes Mello , com quem tenho a (e que!) responsabilidade de dividir a banca de poesia. Terminei a apresen...

Abraço da UERJ

É hoje o abraço da UERJ!!!!! Estou no trampo em JF. Não poderei ir. Deixo então aqui uma reflexão para que quem puder vá. A UERJ foi uma das casas por que passei para me tornar quem sou. Nela fui aluno e professor substituto (na FFP). Me formei e trabalhei para a formação de pessoas e, mais ainda, tenho amigos de diversas áreas que lá se formaram. Não sou tão ligado às instituições, mas às pessoas é inevitável não se ligar. Estou lembrando agora dos vários amigos que tenho e que têm em comum comigo a UERJ. Cada um deles fez e faz diferença na minha vida, cada um deles, à sua maneira, demonstra uma capacidade diferenciada de interferir no cotidiano, de compreender o mundo, de pensar e de RELATIVIZAR. O descaso com essa instituição que abrigou/abriga, ensinando-aprendendo, esses amigos de que me lembro agora, não é, não pode ser - basta usar a l...

Alexandre, o Faria - de Carlos Augusto Corrêa

Crônica da coluna Chão de Praça, no Facebook de  5/1/17                        Carlos Augusto Corrêa                           Alexandre, o Faria Ele não é amigo que vejo todos os dias. Ao contrário, fiquei anos sem vê-lo mas um dia fiz contato com Alexandre, o Faria, pelo Face e como nossa amizade não é feita só de escritos na telinha resolvemos matar saudade tendo um encontro num barzinho lá de Higienópolis. E lá fomos. Encontrei Alexandre sorridente e comedido e ao mesmo tempo com o ar bonachão de sempre. Por isso ele me olhou com a mesma cara de amigo dos anos 90. Resultado, aquele abraço, a alegria pela relembrança dos tempos em que eu ainda estava em excelente "forma". Um vê as marcas de expressão do outro, ele bem mais novo do qu...

Um inseto, de Rogério Batalha

para Alexandre Faria e Oswaldo Martins  ontem abri o peito (dentro) vivia um inseto amarelo (sobre meus escombros) a ele dei o nome de: canto.

Dia dos professores Lado A e Lado B

Dia dos professores - Lado A e lado B. Ano que vem contarei 30 anos desde quando entrei numa sala de aula, para ensinar redação, num pré-vestibular que o Sergio Vieira organizava. Eu não sabia o que estava fazendo. Mas ele, o Sergio, meu professor então, que depois se tornaria meu compadre, na época, sabia mais de mim. Hoje, vendo os posts todos do facebook, entrei numa de fazer balanço. Sinal dos tempos, de quem quer começar a descer a ladeira em paz. Pois bem. Desde então, aquele não saber o que estava fazendo se tornou escolha profissional consciente, determinada, que me levou a jogar pela janela 13 anos de um emprego "garantido e seguro no Banco do Brasil", e dar o rumo que me trouxe aqui onde hoje estou. Queria contar essa história com 2 canções. Elas falam de artistas, mas, se repararem bem nas letras, qualquer professor pode se sentir nesses lugares. LADO A: Parceiros (Francis Hime e Milton Nascimento) Com es...

Que tempos são esses, Brecht?

Não existe uma teoria do tapa na cara. Pelo menos para quem o leva. Da mesma forma, por mais que dramaturgos, atores, críticos, historiadores da arte pesquisem a e teorizem sobre o teatro épico, as ideias do dramaturgo, poeta e encenador alemão Bertold Brecht (1898-1956) são refratárias à teoria pura. Pelo menos para os espectadores, não há lugar melhor para a percepção do teatro épico do que no corpo a corpo com a cena e com os atores.  Se você conhece a teoria, mas pouco a experimentou em cena; se não conhece e quer conhecer; se não conhece e gosta de teatro; se não gosta de teatro, mas quer saber o que faz no mundo... não importa. Vá assistir à exposição "Que tempos são esses?", que fica no CCBB do Rio só até dia 19/9. Acabei de chegar de lá e foi uma experiência única. A intensidade com que a Companhia Ensaio Aberto nos faz viver as ideias de Brecht é indescritível. O espectador entra na exposição e, se houver o mínimo de consciência política, de sensibilidade es...

Conversa com o Autor - Radio MEC AM

Gravação do Programa "Conversa com o autor"

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No Conversa com o Autor de hoje os poemas de Alexandre Faria em seu último livro: "I", do clássico chinês I Ching que traduz-se como mudança. Essa transformação que a literatura promove ao leitor e que estimula Clarisse Fukelman a pesquisar sobre temas como as biografias, analisadas em vários textos de "Eu assino embaixo: Biografia, Memória e Cultura", A medição foi da jornalista Katy Navarro. O programa vai ao ar na Rádio MEC AM 800kHz, ou na internet, no dia 14 de maio. 

TextoTerritório, uma editora dos ainda não comentados, de Carlos Augusto Corrêa

Crônica da coluna Chão de Praça, no Facebook de 31/03/2016                             Carlos Augusto Corrêa   Texto Território, uma Editora dos ainda Não Comentados Hoje tive a satisfação de rever o poeta e professor Alexandre Faria, amigo que já não via há um bom par de anos, e que me valeu instantes prazerosos de conversa numa casa de lanches em Bonsucesso. Tocamos na situação conflituosa do país, nas ditaduras do passado, em especial a de 69, por sinal de lamentável memória, mas o foco de nossa conversa foi sobretudo, e não poderia deixar de ser, a poesia. E dentro desse assunto a conversa enveredou para a editora que Alexandre e o poeta e professor Oswaldo Martins fundaram, de nome Texto Território. Posso antes de tudo dizer aos poetas: sorriam! Porque o objetivo desta nova e significativa casa de publicação é a poesia. Seus ...

Programa "Sala de Leitura"com Marisa Loures - Radio CBN Juiz de Fora

Quadro "Sala de Leitura", com Marisa Loures entrevistando Alexandre Faria sobre o lançamento do livro "I" e da plaquete "Olhos Livres". Transmitido pela rádio CBN-Juiz de Fora em 05/03/2016. Foto: Fernando Priamo, Tribuna de Minas

Programa "Tema Livre" - Rádio Nacional Rio de Janeiro

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Hoje marquei presença no programa Tema Livre, da Rádio Nacional Rio de Janeiro, debatendo sobre o hábito de leitura no Brasil, com Clarisse Fukelman , Elisa Machado e Judith Scliar. Ficou bem legal. Consegui falar sobre formação de leitores, oficinas de escritores, novas tecnologias de texto e de impressão, PISM da UFJF, ensino de literatura e leitura. http://radios.ebc.com.br/tema-livre/edicao/2016-02/mito-ou-verdade-o-brasileiro-le-pouco

Matéira sobre I, de Mauro Morais - Tribuna de Minas

Publicada originalmente em   https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/17-02-2016/palavras-matematicas.html PDF do jornal impresso Palavras matemáticas Alexandre Faria lê poemas do novo livro no Eco – Performances Poéticas nesta quinta, às 21h Onde estará a arte, senão no lugar da dúvida? “I” é assim: não se sabe a referência primordial do título, não se sabe onde começa, não se sabe dos elos antes do fim, não se sabe se vale ou […] Por MAURO MORAIS Onde estará a arte, senão no lugar da dúvida? “I” é assim: não se sabe a referência primordial do título, não se sabe onde começa, não se sabe dos elos antes do fim, não se sabe se vale ou não. Já na orelha, enquanto a preta, de um lado, tece loas à nova obra de Alexandre Faria, escritor e professor da Faculdade de Letras da UFJF, a outra, branca, reduz e denigre o trabalho. “Nele (no livro) há mistificação, falso intelectualismo e a infame pretensão de quem se pressupõe poeta incompreendido, que é a de fazer versos e...

Seminário Modos da Margem na UFRJ

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Programação Completa: Dia 20/10 – 3ª feira 9h: Abertura: Direção da Faculdade de Letras 10h: Conferência: Allan da Rosa – Literatura e modos da margem 11h: Mesa 1: Renato Cordeiro Gomes (PUC-Rio) – A morte da Lapa e do Mangue: a margem e o fim da festa. Emerson Inácio (USP) – RAP/REP: Ritmo, Atuação/Expressão, Poesia. Mediação: Giovanna Dealtry (UERJ) 14h: Mesa 2: Maria Célia Reis Barbosa da Silva (UNIFA) – Antonio Fraga – Mangue: a margem e o imaginário. Giovanna Dealtry (UERJ) – Malandragem na modernidade carioca. Lia Duarte Mota (PUC-Rio) – Plínio Marcos: faces de um personagem marginal. Mediação: Alexandre Faria (UFJF) 18h: Marcio Vidal (USP – Cooperifa): O Sarau da Cooperifa: literatura e resistência. Mediação: Paulo Roberto Tonani do Patrocínio (UFRJ) 19h: Sarau de Manguinhos Dia 21/10 – 4ª feira 9h: Mesa 3: Claudia Miranda (UNESA): Slams e saraus : espaços de celebração urbana Renata Dorneles (UFRJ): Subrepresentação, representação e autorrepresentaç...

O desencanto das ruas

Publicado or iginalmente na revista e scrita , PUC-Rio , Programa de Pós-graduação - Letras, em 1997. O DESENCANTO DAS RUAS  (Alexandre Faria)   "A rua é a transformadora das línguas" [JOÃO DO RIO: A alma encantadora das ruas ]   1. Grafites                   De liberdades                   que o sangue tentou                   imacular                   a caretas lacônicas                    herméticas                    ...