terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os leões no tempo

Clarice e o leão(zão) da Partimpim (6-2-11)



Alexandre e o leão(zinho) do circo Vostok (ou do Orlando Orfei?). 1973? mais ou menos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pela segunda vez sonhei com Vinícius

Esse facebook é mesmo um vício. Outro dia me cadastrei num negócio que é "Tome um uísque com o poetinha". Não é que ontem à noite, depois de bisbilhotar status alheio, comentar uns, curtir outros e ignorar os demais, fui dormir e sonhei que estava lá, com ele, tomando um uísque. Mas não era em Ipanema. Não sei por que cargas d'água fomos parar num bar que fica no Largo do Machado. Sonho maluco! Vinícius, já com a voz mole, me dizia, o Chico não tá com nada! Quem faz piropo bom e o Roberto. E piscava o olho pra mim.

Depois ele começou a escrever um soneto. E, concluídos os 14 versos, me entregou. Toma, copia esse sonetinho lá no TextoTerritório.

Peguei alucinado o papel. Li tudo e (ainda sem sair do sonho) acordei pra copiar. Pois virou um pesadelo! Eu ia puxando pela memória, mas não conseguia sair do terceiro verso. Escrevia sem parar eternas laudas, suava agonia, mas não ia além daqueles mesmos três versos.
Acordei (dessa vez de verdade) entre angustiado e eufórico. A angústia era por não conseguir me lembrar da porra do soneto inteiro. A euforia talvez fosse efeito do uísque. Abri o bloco de notas que fica sempre na mesinha de cabeceira e anotei o que lembrava - três versos é claro:

"Não se fala de amor com rima rica
Com versos doutos e conselhos sábios
No fundo amor é simples não complica"

Nesta vida um soneto eu nuca ditara, mas meti-me, ao longo do dia de hoje, a completar esse. É claro que o estraguei, que o que lera na mesa do boteco, no Largo do Machado, era muito melhor. Mas se a vida é sonho, faça o leitor seu juízo:

Tantos múltiplos sentidos

Não se fala de amor com rima rica
Com versos doutos e conselhos sábios
No fundo amor é simples não complica
E sempre evita as palavras estéreis

De poetas que inventam em verso versátil
Rimam humor, elevador... Ninguém
Entende mais nada porque esta frágil
Flor se casa melhor e diz amém

No altar da dor e do sonho do verso
Que contém tantos múltiplos sentidos
Quantos só o corpo o toque inconfesso

Podem fazer sentir e dar ouvido
Por isso que poeta de sucesso
Faz como Roberto não como Chico


PS: Será que estou devendo Direitos Autorais a alguém?