sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um simpósio bem legal

Para quem quiser acompanhar uma discussão de ponta sobre questões culturais nas cidades e nas quebradas, sugiro este Simpósio das Jornadas Andinas de Literatura Latino-americana(JALLA), na UFF, de 02 a 06/08.

SIMPÓSIO: Narrativas e contra-narrativas das margens – tensões da expressão periférica em cidades latino-americanas


DIA 6/8 – SEXTA-FEIRA


LOCAL: Campus Gragoatá - Instituto de Letras da UFF - Bloco B. II - Sala 203


PROGRAMAÇÃO:


8:30 h - 10:30h

* Ritmo e poesia: a lírica da periferia urbana - Afonso Rodrigues (UFJF)

* A comunidade incomum: escritores da periferia urbana brasileira - Alexandre Graça Faria (UFJF)

* Malandros, bambas e valentes: fronteiras da malandragem em Noel Rosa e Marcelo D2 - Giovanna Ferreira Dealtry (PUC-RIO)

* Allan Santos da Rosa, entre margens e ancestralidades - Paulo Roberto Tonani do Patrocínio (PUC-RIO)


10:30 h - 11:00h – Intervalo


11:00 h - 13:00h

* Impasses da cidade no cinema latino-americano - Analice de Oliveira Martins (UENF)

* Das margens, contranarrativas: um olhar a partir dos subúrbios do mundo - Renato Cordeiro Gomes (PUC-RIO)

* América Latina e as fronteiras temporais - Vera Lucia Follain de Figueiredo (PUC-RIO)


13:00 h - 14:30h - Almoço


14:30 h - 16:30h

* Lugar de baiano: a cidade nova do Rio de Janeiro - Claudio Carmo Gonçalves (UESC)

* Fala bala, cala fala - experiência urbana e a arte de criar sentidos - Vilma Costa (UniverCidade)

* Evocação da cidade em Caio Fernando Abreu - Roberto Círio Nogueira (USP)


Aqui, o programa completo das Jornadas.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Creta, de Tatiana Franca

Ganhei esse belíssimo presente outro dia. Compartilho com os amigos.

Creta
(Tatiana Franca)

Que entre quem quiser. Não encontrará pompas mulheris aqui nem o bizarro aparato dos palácios, mas sim a quietude e a solidão (Jorge Luis Borges).

São os muros de quem submeteu as ilhas,
mas é de Dédalo a arquitetura infinita.
Vejam as ilhas, quanto distanciam o homem –
há nelas inquebrantável silêncio.

Às ilhas fogem os homens.
Lá onde o engenho cria formas de nunca mais
sair.
Labirintos de catorze portas pode-se erigir,
laborioso construto.

Mas ao homem será dada força,
(será essa sua desgraça?)
serão dados amigos jovens,
(eles saberão?)
morada- forte
(inexplorada?)
e uma benevolência –
jamais se verá no espelho.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Another brick in the wall

Fortaleza
A minha tristeza não é feita de angústias
A minha tristeza não é feita de angústias
A minha surpresa

A minha surpresa é só feita de fatos
De sangue nos olhos e lama nos sapatos
Minha fortaleza

Minha fortaleza é de um silêncio infame
Bastando a si mesma, retendo o derrame
A minha represa

(Chico Buarque e Ruy Guerra)